O crescimento na dimensão de grandeza física, se dá pelo alargamento das dimensões, fácil de medição pois, está no mundo visível das quantidades, admiradas em suas proporções e, medido em peso e dimensões de altura e largura.
Mais admirável ainda, é o crescimento que pode ser sentido no interior das entranhas humanas, e que depende exclusivamente, da qualidade das reflexões cujas imaterialidade, invisibilidade e intangibilidade, tornam-se ainda maior, em termos de efeito na melhoria dos ambientes.
Enquanto a quantidade pode representar uma força física, a qualidade pode ser sentida através da beleza capaz de encantar e proporcionar um crescimento de riqueza interior, cujo poder benéfico de transformação da realidade, vai além dos olhos físicos.
A métrica da qualidade está no bem estar, na harmonia das cores, nas notas musicais, na elevação dos sentimentos, na poesia, no aparente do oculto que se manifesta através da natureza. Os girassóis não são belos, e sim,
manifestam a beleza da obra do criador.
Se, no mundo da quantidade, quanto mais se dá, mais se perde; no mundo da qualidade quando mais se dá, mais se ganha, pois qualidade se propaga, se expande, se infiltra, alcançando infinitas maneiras de expressão do refinado senso divino que atinge camadas sutis, tornando cada vez mais sublime a experiência.
Bens materiais e recursos financeiros podem ser perdidos ou roubados, mas a abundância intrínseca da perpétua teimosia da vida em constante reinvenção, renascendo em possibilidades infinitamente diversas, é uma demonstração de que a vida não é o contrário de morte, e que a qualidade é inominável, e está em potencial, no nascimento perpétuo da substância de todas as coisas. Qualidade é o poder que transforma um nada em tudo que existe, no espaço da divina luz.
Afirma Aristóteles que “uma vida não refletida não vale a pena ser vivida”. O pão alimenta o corpo, enquanto a reflexão, traz o sabor dos estados de perfeição, acende chamas de fogo que incendeiam a alma…até virar luz! Magui Guimarães