Magui Guimaraes

O beijo do Príncipe

A ciência tem limitações para descobrir as reais causas da doença, que nasce em dimensões sutis, onde o estudo lógico não é suficiente.  Embora os avanços da medicina estejam em ascendente progressão, as respostas estão dentro da mente humana, subutilizada, desperdiçando os inúmeros recursos que favorecem à vida saudável. O uso da mente tem funcionado com eficiência assustadora, para dar vazão a ganância desmedida por acúmulo material e poder sobre os demais, haja vista a proliferação dos ditadores e das guerras no planeta.  O poder da mente pode destruir inclusive a si próprio, e pode também ser redirecionado para construir saúde e felicidade.

O primeiro passo é o conhecimento da diferença entre doença e saúde, sendo o doentio, um distúrbio, perturbação, anomalia ou seja, uma disfunção, em contraposição ao saudável, definido como um estado de funcionamento natural.    É incontestável que naturalmente, nascemos generosos, bons, amáveis, e com o decorrer do tempo, em algum momento da história pessoal, há um desvio de rumo quando optamos pelo prazer e excessos de interesses individuais.

Quando a mente, como ponte entre o corpo e o espírito, fabrica pensamentos egoístas, o sistema imunológico perde sua capacidade de defesa, e a doença se instala.                      A metástase cancerosa é quando uma célula resolve ser maior do que as outras ou seja, quando deixam de ser fiéis à função da vida de crescimento coletivo.  É nesse ponto de desvio de função que a autodestruição começa, e a doença faz a festa. Ou seja, o próprio organismo se desconhece e inicia um suicídio lento do disfuncional.

Somos parte da natureza e por esta razão, é instantâneo sentirmo-nos bem, ao estar em contato com montanhas, rios, flores, astros, a música dos pássaros e cachoeiras.  A convivência com a criação nos faz bem, pela identificação com características do sagrado, em potencial que estão em tudo, em toda parte.   Diferentemente, em conexão com o artificial da flor de plástico, as sensações efêmeras e superficiais, trazem o medo, o conflito e a confusão, e é nesse ponto de baixa qualidade energética, de infidelidade à própria natureza, começa a doença.  Quando as glândulas não disputam entre si, e sim doam os seus líquidos para que o organismo funcione em equilíbrio hormonal, em fidelidade a própria natureza, a saúde começa.

É a vontade de estar a serviço do bem, funcionando em conjunto com todos os órgãos que a saúde se estabelece para que o corpo tenha a disposição de cumprir a missão de proliferação do bem-estar coletivo.

Nos contos de fada, tem uma passagem em a princesa perdida na floresta, é presa fácil para a bruxa disfarçada, que consegue convencer a jovem a dar uma mordida na maçã aparentemente deliciosa, e ao se iludir com o gostoso, a Bela Adormecida permanece em sono profundo, inconsciente, escrava da imobilidade, até que o beijo amoroso do Príncipe Encantado, a desperte de volta à vida.

 

Magui Guimarães

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