Liderança Relacional
março 13, 2011 em Escritos da Magui por MaguiGuimaraes
Lembro-me o quanto sentada na minha mesa de trabalho, tinha vontade de dar idéias incomuns nas reuniões, inventar uma nova forma de fazer o relatório, despatronizar os processos e criar rotinas adaptativas, até que chegasse a hora de assinar o ponto e ir para casa, sabendo que no dia seguinte a frustração viria junto com o sol. E novamente o chefe dizia o que eu tinha de fazer sem me dar a menor chance de uma sugestão. O trabalho era fragmentado e eu não tinha a noção da influência da minha parte no todo. Afinal queria ser sócia ativa, experienciar situações, cooperar, ter vários pontos de vista, dentro de uma estrutura flexível com base em relacionamentos.
Do meu lado, o colega trabalhava muito bem, aguardando sua vez em ser chamado e pedindo ao chefe para dar as ordens do dia. Quando, por algum motivo as orientações não vinham, ele ficava perdido. Sua produtividade aumentava e como um soldado impecável e disciplinado, sentia-se feliz tendo a certeza de que ao acordar o seu dia era milimetricamente previsível. Sentia-se grande fazendo o pequeno, sem questionar ou duvidar de uma ordem. Estava alí para obedecer e com prazer em cumpria a tarefa sem necessitar de nenhum significado maior ou sentir-se apoiado.
A questão aqui não é se é melhor ser um infeliz inquieto e inconformado ou um feliz acomodado. Hoje, como estudiosa das relações humanas percebo que existem tantas sentenças quantas cabeças e infinitas formas de encontrar a felicidade ou infelicidade. A Maestria de um Lider é ter acuidade sensorial para perceber as diferenças individuais a fim de tirar o melhor de cada temperamento sem modificá-lo ou encaixá-lo a um estilo de gestão. Ler o restante deste post →
